Gothic Rock · artistas e discos

Gothic Rock: por onde começar

Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Cure e The Sisters of Mercy não faziam o mesmo som. O que aproximava essas bandas era uma cena construída em clubes, lojas de discos e selos independentes. Conheça essa história e os discos fundamentais do rock gótico em vinil e CD.

  • Pós-punk
  • Reino Unido
  • Vinil e CD

Artistas de Gothic Rock

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“Bela Lugosi’s Dead” não surgiu do nada

Quando o Bauhaus lançou “Bela Lugosi’s Dead”, em 1979, outras bandas britânicas também buscavam caminhos além do punk. A faixa chamou atenção pelo baixo repetitivo, pela guitarra carregada de eco e pela interpretação teatral de Peter Murphy. Tornou-se um marco do rock gótico, mas não criou o estilo sozinha.[1][2]

As músicas de Siouxsie and the Banshees traziam guitarras cortantes e percussão intensa. No The Cure, o baixo, a repetição e o silêncio ganhavam mais espaço. As bandas tinham propostas diferentes, mas ajudaram a formar o som que logo seria chamado de rock gótico.[1][2]

Bauhaus, Siouxsie and the Banshees e The Cure

  • Bauhaus

    Bauhaus

    Baixo repetitivo, guitarra com eco e a presença teatral de Peter Murphy marcaram o início do rock gótico.

  • The Cure

    The Cure

    Baixo, repetição e silêncio ganharam espaço na fase mais sombria da banda.

A cena cresceu fora de Londres

O rock gótico não nasceu em um único bairro ou clube. O Bauhaus veio de Northampton, o The Cure de Crawley e o The Sisters of Mercy de Leeds. Fãs e músicos viajavam entre shows, lojas de discos, pequenos selos e casas noturnas de várias cidades.[1]

A Batcave, em Londres, e a Phonographique, em Leeds, reuniam músicos, DJs e público. Bandas diferentes tocavam na mesma noite, e discos de cenas distintas entravam na mesma pista. Foi assim que o público começou a reconhecer uma cena em comum.[1][2]

The Sisters of Mercy dá mais peso ao rock gótico

Em Leeds, o The Sisters of Mercy colocou uma máquina de ritmos no centro da banda. Apelidada de Doktor Avalanche, ela sustentava a batida enquanto o baixo, as guitarras em camadas e a voz grave de Andrew Eldritch davam peso às músicas.[1][2]

Depois da separação de 1985, Wayne Hussey e Craig Adams formaram o The Mission. O Fields of the Nephilim levou essa base para um rock mais amplo e atmosférico. Na segunda metade da década, o rock gótico já era reconhecível, mesmo com grandes diferenças entre as bandas.[1][2]

The Sisters of Mercy, The Mission e Fields of the Nephilim

  • The Sisters of Mercy

    The Sisters of Mercy

    Bateria eletrônica, baixo grave e a voz de Andrew Eldritch deram mais peso ao rock gótico dos anos 1980.

  • Fields of the Nephilim

    Fields of the Nephilim

    A banda levou o rock gótico para um som mais amplo e atmosférico, com guitarras em camadas.

  • The Mission

    The Mission

    Wayne Hussey e Craig Adams formaram o grupo após a saída do The Sisters of Mercy e apostaram em melodias maiores.

Deathrock, darkwave e gothic metal não são a mesma coisa

Nos Estados Unidos, o deathrock nasceu mais próximo do punk e do cinema de horror, com o Christian Death entre seus principais nomes. No Reino Unido, a Batcave também recebeu bandas eletrônicas e industriais como Alien Sex Fiend. As cenas dividiam público, roupas e discos, mas tinham origens diferentes.[1][2]

O darkwave aproximou o pós-punk da música eletrônica. O gothic metal surgiu depois, a partir do metal. Esses estilos podem aparecer nas mesmas playlists e coleções, mas não são sinônimos de rock gótico.[1][2]

Christian Death

Christian Death e o deathrock de Los Angeles

O Christian Death veio de uma cena diferente da britânica. A banda misturava punk, letras provocadoras e referências ao horror. O resultado ficou próximo do rock gótico, mas nasceu em Los Angeles e seguiu uma história própria.

Origem
Los Angeles
Estilo
Deathrock
Ver discografia de Christian Death

Por que Juju, Pornography e Floodland são fundamentais

Juju, de Siouxsie and the Banshees, usa guitarra e percussão para criar tensão. Pornography, do The Cure, concentra baixo, bateria e voz em um som mais fechado. Floodland, do The Sisters of Mercy, cresce com bateria eletrônica, sintetizadores e uma produção grandiosa. Ouvir os três em sequência deixa claro como o rock gótico abrigava bandas muito diferentes.[1][2][3]

Ouça os três discos

  • Juju

    Juju

    Siouxsie and the Banshees · 1981

  • Pornography

    Pornography

    The Cure · 1982

  • Floodland

    Floodland

    The Sisters of Mercy · 1987

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Fontes

  1. 1
    Goth Rock Music Style Overview — AllMusic,

    Panorama do Gothic Rock, sua relação com o pós-punk e diferenças entre a primeira e a segunda onda.

  2. 2
    The “Ground Zero” of Goth: Bauhaus, “Bela Lugosi's Dead” and the Origins of Gothic Rock — Popular Music and Society,

    Estudo acadêmico sobre Bauhaus, Bela Lugosi's Dead e a formação musical do Gothic Rock.

  3. 3
    Back in black — The Guardian,

    História oral sobre Northampton, Crawley, Leeds, Batcave, Phonographique e a circulação da cena.

  4. 4
    Goth for life — The Guardian,

    Características sonoras, formação da subcultura e permanência da cena.

  5. 5
    Undead — The Guardian,

    Batcave, segunda onda britânica e relação com o deathrock norte-americano.

  6. 6
    In ‘Goth: A History,’ The Cure co-founder Lol Tolhurst traces the often-misunderstood subculture — Associated Press,

    Entrevista com Lol Tolhurst sobre música, subcultura, humor e longevidade do goth.

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