Coleção Garimpa · 1976–2026

Safra 76: doze discos brasileiros aos 50

Cartola e Dona Zica recebem quem chega. A partir dali, a coleção toma outros caminhos: do samba desmontado de Tom Zé ao hard rock do Casa das Máquinas, passando pela voz e violão de Joyce e pela câmara elétrica da Barca do Sol. São doze álbuns brasileiros lançados em 1976, sem ranking. Abra cada obra para comparar edições em vinil e CD, ofertas e históricos de preço — e salvar os discos cujos preços e disponibilidade você quer acompanhar.

  • Sem ranking
  • Brasil · 1976
  • Vinil e CD
Cartola
Editorial Garimpa.Club

Coleção editorial

Safra 76: doze discos brasileiros aos 50

Bandeira do Brasil em círculo, símbolo da coleção de discos brasileiros de 1976

Seu progresso

0 de 12 na coleção

0%
0 item na lista de desejos12 itens faltando
Criar uma conta grátis
12 resultados de 12
  • Durante o verão

    Durante o verão

    A Barca do Sol · 1976

    Câmara elétrica

    A Barca do Sol reúne violões, flauta, cordas, baixo e bateria entre folk, música de câmara e rock progressivo. O encarte em forma de cardápio transforma a edição física num banquete literal.

  • Cartola

    Cartola

    Cartola · 1976

    Porta de entrada

    Cartola canta “O Mundo É um Moinho”, “As Rosas Não Falam” e “Preciso Me Encontrar” com o samba em primeiro plano. Dino 7 Cordas e Altamiro Carrilho dão corpo a um disco íntimo, nunca pequeno.

  • Casa de Rock

    Casa de Rock

    Casa das Máquinas · 1976

    Hard rock brasileiro

    Casa das Máquinas reúne guitarras, baixo, teclados e dois bateristas num hard rock direto. Riffs, vozes e peso de palco comandam as dez faixas.

  • Canto das três raças

    Canto das três raças

    Clara Nunes · 1976

    Samba e memória

    Clara Nunes aproxima samba, trabalho, resistência e ancestralidade em “Canto das Três Raças”, “Lama” e outras faixas. A reedição de 2022 recupera a capa que se abre como pôster.

  • A Voz, O Violão, A Música De Djavan

    A Voz, O Violão, A Música De Djavan

    Djavan · 1976

    Estreia

    Em sua estreia, Djavan já apresenta uma linguagem própria em “Flor de Lis” e “Fato Consumado”. A reedição de 2023 acrescenta livreto e pôster ao vinil remasterizado.

  • Corações Futuristas

    Corações Futuristas

    Egberto Gismonti · 1976

    Baião e jazz-rock

    Egberto Gismonti aproxima baião, jazz-rock e escrita instrumental. “Dança das Cabeças”, “Corações Futuristas” e “Ano Zero” transformam contraste em linguagem.

  • Gal canta Caymmi

    Gal canta Caymmi

    Gal Costa · 1976

    Caymmi por Gal

    Gal Costa atravessa dez canções de Dorival Caymmi com arranjos de João Donato e Perinho Albuquerque. Voz, mar e desenho rítmico mudam de perspectiva sem perder a origem.

  • África Brasil

    África Brasil

    Jorge Ben · 1976

    Pulso elétrico

    Jorge Ben põe a guitarra em primeiro plano enquanto samba, funk, soul e rock se cruzam. “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)” anuncia o movimento do disco desde a abertura.

  • Passarinho Urbano

    Passarinho Urbano

    Joyce · 1976

    Voz, violão e censura

    Joyce trabalha com voz, violão e percussão para atravessar canções de autores então censurados, entre eles Chico Buarque, Zé Keti e Milton Nascimento. Cada palavra fica exposta.

  • Geraes

    Geraes

    Milton Nascimento · 1976

    América Latina

    Milton Nascimento reúne Mercedes Sosa, o grupo Água, Chico Buarque e Clementina de Jesus. Minas se abre para o Brasil e a América Latina sem perder sua voz.

  • Cheiro de mato

    Cheiro de mato

    Rosinha de Valença · 1976

    Violão em movimento

    Rosinha de Valença põe o violão no centro de um conjunto que cruza samba, bossa e canção popular. Cheiro de Mato revela uma curva instrumental pouco lembrada de 1976.

  • Estudando o samba

    Estudando o samba

    Tom Zé · 1976

    Samba desmontado

    Tom Zé corta, repete, atrasa e reorganiza o samba. Com Elton Medeiros e Heraldo do Monte entre os parceiros, o álbum transforma uma forma conhecida em método de investigação.

Ouvir 1976 pelas bordas

Quando um ano vira cânone, poucos títulos acabam repetidos até parecer que contam a história inteira. A música brasileira de 1976 também avançou pelas bordas: o samba virou matéria de investigação, o violão ocupou o centro, arranjos abriram a canção para a América Latina e guitarras ganharam peso próprio.[1]

O recorte é temporal e material: álbuns de artistas brasileiros lançados originalmente em 1976 e representados por edições físicas no catálogo Garimpa. A seleção é editorial, não um ranking; no painel, os discos aparecem em ordem alfabética por artista.

Seis desvios para começar

  • Estudando o samba

    Estudando o samba

    Tom Zé · 1976

    Samba desmontado

    Tom Zé recorta, repete e desloca o samba até a forma revelar suas emendas.

  • Cheiro de mato

    Cheiro de mato

    Rosinha de Valença · 1976

    Violão em movimento

    Violão no centro, entre samba, bossa e canção popular.

  • Corações Futuristas

    Corações Futuristas

    Egberto Gismonti · 1976

    Baião e jazz-rock

    Baião e jazz-rock sustentam uma escrita instrumental sem fronteira fixa.

  • Casa de Rock

    Casa de Rock

    Casa das Máquinas · 1976

    Hard rock brasileiro

    Riffs, teclados e dois bateristas empurram a safra para o hard rock.

  • Passarinho Urbano

    Passarinho Urbano

    Joyce · 1976

    Voz, violão e censura

    Voz e violão deixam expostas canções atravessadas pela censura.

  • Durante o verão

    Durante o verão

    A Barca do Sol · 1976

    Câmara elétrica

    Folk, cordas e progressivo entram na mesma formação de câmara.

Três movimentos de uma mesma safra

Samba em primeiro plano

Cartola abre a coleção com o samba em primeiro plano, sem excesso. Em seguida, Tom Zé corta e reorganiza a forma; Gal Costa relê Caymmi pelo timbre e pelo arranjo; Clara Nunes aproxima memória, trabalho e ancestralidade. O familiar funciona como ponto de partida.[2]

Violões, cordas e espaços

Rosinha de Valença põe o violão no centro; Egberto Gismonti aproxima baião, jazz-rock e escrita instrumental; A Barca do Sol cruza folk, cordas e rock progressivo. Joyce trabalha com voz, violão e percussão, enquanto Djavan já apresenta uma linguagem própria em sua estreia. Cada disco reorganiza o espaço ao redor da canção.[5][6]

Minas, continente e volume

Geraes parte de Minas e amplia a conversa com o Brasil e a América Latina. África Brasil leva a guitarra à frente sem abandonar o samba, o funk e o soul. Casa de Rock fecha o arco com hard rock direto, teclados e dois bateristas. O contraste mostra quanto espaço cabia dentro da música brasileira de 1976.[3][4][7]

Continue garimpando os discos de 1976

Abra o catálogo de álbuns brasileiros de 1976 para comparar prensagens em vinil e CD, ofertas atuais e históricos de preço. Salve um disco para receber alertas e acompanhar sua disponibilidade.

Explorar discos brasileiros de 1976

Fontes desta seleção

  1. 1
    20 álbuns nacionais que completam 50 anos em 2026 NOIZE,

    Panorama da safra nacional de 1976 usado como ponto de partida para a pesquisa.

  2. 2
    Estudando Tom Zé Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo,

    Análise acadêmica dos procedimentos composicionais e performáticos de Tom Zé em Estudando o Samba.

  3. 3
    ‘Geraes’: Minas, mundo, Milton Rádio Batuta, Instituto Moreira Salles,

    Especial faixa a faixa sobre as conexões rurais, brasileiras e latino-americanas de Geraes.

  4. 4
    50 anos de África Brasil de Jorge Ben Jor Rádio Senado,

    Contexto sobre o encontro de samba, rock, soul e funk em África Brasil.

  5. 5
    Joyce Moreno — Biography Joyce Moreno,

    Biografia oficial com o contexto da gravação italiana de Passarinho Urbano e do repertório de compositores censurados.

  6. 6
    A Barca do Sol — Durante o Verão LP Três Selos Rocinante,

    Página oficial da reedição com o contexto da gravação de 1976, as referências de folk, música erudita e rock progressivo e os materiais da edição de 2024.

  7. 7
    Casa das Máquinas — Casa de Rock Mundo Vinyl,

    Contexto sobre o terceiro álbum do Casa das Máquinas, lançado pela Som Livre em 1976, e sua aproximação com o hard rock.