Rolling Stone Brasil · votação de 2007
Os 100 maiores discos da música brasileira
Em 2007, sessenta jornalistas, produtores e estudiosos escolheram os discos que consideravam mais importantes da música brasileira. De Acabou Chorare, dos Novos Baianos, a Circense, de Egberto Gismonti, o resultado reúne cem álbuns que ajudaram a formar um cânone — e mostra o que esse cânone valorizava naquele momento.
- 100 discos
- Brasil
- 1950–2003
Coleção editorial
Os 100 maiores discos da música brasileira — Rolling Stone Brasil (2007)
Seu progresso
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Como a lista foi formada
Na edição de outubro de 2007, a Rolling Stone Brasil publicou o resultado de uma consulta a sessenta estudiosos, produtores e jornalistas ligados à música. Cada participante indicou vinte álbuns, sem colocá-los em ordem de preferência. Os discos citados por mais pessoas subiram no ranking.[1][2][3]
O resultado registra um consenso, não uma comparação direta entre cada par de discos. Também carrega a época, os critérios e o repertório daquele grupo de votantes. Ler a lista com essa data à vista não diminui seus cem álbuns; ajuda a entender por que alguns períodos e artistas ocupam tanto espaço nela.[1][2][3]
A votação em números
O disco mais votado
Acabou chorare
Acabou Chorare recebeu mais votos do que qualquer outro álbum. O primeiro lugar coloca os Novos Baianos no centro de uma lista marcada pelos anos 1970: samba, guitarras elétricas, canto coletivo e canção popular convivem no mesmo disco sem parecer uma demonstração de estilos. A mistura funciona porque a banda a trata como linguagem cotidiana.
Os anos 1970 dominam o topo
Quatorze dos 25 primeiros colocados foram lançados nos anos 1970. Entre eles estão Construção, Secos & Molhados, A Tábua de Esmeralda, Clube da Esquina, o primeiro álbum de Cartola e Transa. Não formam uma escola única: há samba, rock, canção, psicodelia e experiências de estúdio muito diferentes dividindo o centro da lista.[2]
Essa concentração diz algo sobre a força criativa da década, mas também sobre a memória crítica consolidada até 2007. A votação olha com mais segurança para o período em que o LP ocupava o centro da vida musical brasileira. Discos posteriores conseguem romper esse eixo — Da Lama ao Caos aparece em 13º lugar e Sobrevivendo no Inferno em 14º —, mas são exceções dentro das primeiras posições.[2]
Discos no centro do cânone
Os anos 1980 e 1990 abrem outras frentes
Fora do núcleo formado entre o fim dos anos 1950 e a década de 1970, a lista muda de vocabulário. Clara Crocodilo leva a vanguarda paulistana ao 51º lugar. Roots, do Sepultura, aparece em 57º com um metal de alcance internacional. São discos que entram no ranking por caminhos muito diferentes daqueles consagrados pela MPB.[2]
Dois álbuns dos anos 1990 chegam ainda mais alto. Da Lama ao Caos ocupa o 13º lugar ao aproximar Recife, guitarras, hip-hop e ritmos locais. Logo depois vem Sobrevivendo no Inferno, em 14º, com o rap dos Racionais MC's narrando a vida nas periferias de São Paulo. A proximidade no ranking deixa claro que o cânone registrado em 2007 já não cabia apenas nas categorias das décadas anteriores.[2]
Quatro discos fora do eixo dominante
O ranking completo
As cem posições abaixo reproduzem a ordem publicada pela Rolling Stone Brasil em 2007. O ranking começa com Acabou Chorare e termina com Circense, de Egberto Gismonti; entre os dois estão discos lançados de 1950 a 2003.[1][2]
Cada título abre as edições disponíveis no catálogo, com preferência por vinil e alternativas em CD, fita cassete ou outros formatos quando necessário. A posição continua sendo a da votação; a escolha da edição física pertence a quem está procurando o disco.[2]
Fontes e critérios
- 1Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira — Rolling Stone Brasil,
Lista original arquivada, publicada na edição nº 13, de outubro de 2007.
- 2Lista dos 100 maiores discos da música brasileira pela Rolling Stone Brasil — Wikipédia em português,
Tabela consultada para conferir posições, títulos, anos e créditos da votação de 2007.
- 3Rolling Stone, Outubro/2007 — URBe,
Relato de Bruno Natal sobre sua participação na votação e textos publicados na edição.